É o sentimento clandestino, conotado pelas mais belas paisagens envoltas de mim. Pousa a noite nos rochedos enquanto a tarde se esvai despretensiosamente. Esqueço-me do dia quando vou dormir e tento não lembrar que amanhã será igual à semana passada. Há quem ache graça em alpendres, muralhas e gueixas, mas eu ainda prefiro seus bilhetes fixados na geladeira. Começos e finais estão sempre interligados por alguma fagulha de pesar. Todas às vezes eu me pergunto se não estou esquecendo nada, depois me ponho a pensar nos momentos em que jurava estar convicta da razão, ainda extinta, que bordaria a frase seguinte. Do mesmo modo que você fez um escudo de vidros redondos sobre os olhos, escondo-me numa camisola de renda e tento cogitar alguma possibilidade de apertar a mão de algum estranho na rua sem conseguir mergulhar dentro do mesmo, sugando algo que me pareça promiscuo o suficiente. Não quero fazer com outra pessoa o que fiz com você. A quem estamos querendo enganar? O que acontece é que eu preciso desse vácuo contagioso e isso é real ao contrário dos inúmeros parágrafos que você leu a respeito do gosto pela solidão. Há divergências, pelo menos para mim, entre estar só e ser só, e no momento tudo o que eu menos preciso é de gente, embora eu saiba da existência de alguém capaz, e disposto, a segurar meus pulsos com força se preciso. Mas eu não quero, porque é nessa bagunça obscura que reconheço meus próprios pontos de luz. E só depois dessa fase de auto-reconhecimento do ser que eu dou conta da sua falta. É simbiótico, nos encontramos em intervalos de mundos paralelos: eu preciso estar no escuro para que você consiga caminhar na claridade.
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(via oxigenio-dapalavra)
(via oxigenio-dapalavra)
(via medesejesorte)

Já se passaram muitos dias desde que a gente se viu pela ultima vez. Você ainda se lembra do meu rosto? Acredito que não. Ele deve ser apenas um vulto que percorre sua mente á noite, quando tu estás sozinho tentando adormecer. Tu ainda se lembra do meu sorriso e sorri também? Não né? Pois é. Já se passou muito tempo desde a última vez em que a gente se abraçou. Eu sinto falta disso. Sinto falta de te ver, te abraçar, sorrir e ver você sorrir pra mim. O tempo conseguiu nos afastar, conseguiu fazer com que nossos sentimentos sumissem de dentro de nós. Mas eu ainda te quero bem. A vida é bem assim não é amor? Ela leva as coisas boas para poder provar o valor delas. Porque a gente só dá o valor merecido depois da perda.
V<3